Prática da Psicanálise

Na psicanálise, não se parte de categorias fechadas ou diagnósticos fixos. As questões que levam alguém a buscar atendimento se revelam e se transformam ao longo da fala, à medida que cada pessoa encontra palavras para sua experiência. É nesse movimento, singular e próprio, que algo do sofrimento pode ganhar contorno, sentido e novas possibilidades de elaboração.

As sessões acontecem em um espaço de escuta cuidadosa, onde o convite não é encontrar respostas prontas, mas sustentar perguntas. Falar livremente, sem a exigência de coerência ou de acerto, permite que o sujeito escute a si mesmo de outra forma. Muitas vezes, é nessa escuta — simples e profunda — que algo se desloca.

O trabalho psicanalítico acontece a partir da fala do analisante. O analista não dirige a vida, não aconselha caminhos, mas acompanha, intervém pontualmente e sustenta o processo para que cada um possa se responsabilizar pelo que diz e pelo que descobre. O objetivo não é eliminar conflitos, mas possibilitar uma relação mais consciente com eles.

Não há um número pré-determinado de sessões. O tempo de análise não segue um protocolo fixo, pois respeita o ritmo, o momento de vida e a demanda de cada pessoa. As sessões têm duração de até 50 minutos e ocorrem de forma online, mantendo o sigilo, a ética e a qualidade do encontro clínico.

A psicanálise é um convite a se escutar com mais cuidado, a nomear o que antes parecia confuso e a construir, pouco a pouco, respostas que façam sentido para si. Não se trata de chegar rápido a um lugar, mas de sustentar um percurso possível, verdadeiro e singular.